Tecnologia a serviço da aprendizagem

Usar a tecnologia como aliada na educação é uma estratégia que tem se mostrado eficaz. As novas gerações nascem com interesse enorme por telas e colocá-las do lado do aprendizado é uma aposta das instituições de ensino.

No Colégio Boa Viagem, desde 2016, é utilizada a plataforma Google for Education. “Ela serve como guarda-chuva para diversas outras ferramentas que utilizamos”, explica o coordenador de tecnologia da instituição, Jaime Cavalcanti. Além disso, a escola foi além e criou um ambiente todo propício para aprendizagem. Uma sala foi toda decorada com a finalidade de estimular a criatividade. “O espaço está equipado para realizar sessões de aula-atividade para as mais diversas faixas etárias com equipamentos modernos. Recebemos cerca de seis turmas no local por dia”, destaca.

As atividades variam de acordo com a criatividade dos professores. “Um vídeo exibia operações matemáticas para estudantes do quarto ano enquanto eles tinham que marcar o resultado em tablets. Dessa forma, fizemos um bingo diferente. Uma competição de canto foi realizada como forma de estimular o aprendizado em inglês”, exemplifica o coordenador. Além da sala Google, a escola ainda oferece o QMágica, um portal que pode ser utilizado para auxiliar no estudo em casa ou  servir como suporte para alguma atividade durante as aulas. A robótica também está presente na grade curricular.

Apesar de investir tanto em tecnologia, o Colégio também se utiliza de métodos tradicionais. “Não abrimos mão do lápis e do papel. O professor analisa com qual metodologia aquele grupo se adéqua mais para maximizar o aprendizado”, afirma.

Quando o digital atrapalha – Apesar de acreditar que não dá para bater de frente com a tecnologia, Jaime Cavalcanti afirma que já precisou interferir na relação das telas com os alunos. “Atualmente temos um campeonato de Leage of Legend justamente para conscientizar o jovem a não passar tantas horas na frente do computador. Montamos todo o regulamento em equipe e a participação foi tanta que eles acabaram percebendo que existe um momento certo para aquilo e que o game não poderia atrapalhar as outras atividades”, finaliza.

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